Segundo dados estatísticos, o Brasil vem apresentando um aumento do número de idosos nos últimos anos e com previsão de crescimento ainda maior. Com isso, a preocupação em dar assistência a esta fase da vida também tem aumentado e os serviços especializados estão cada vez mais sendo procurados.

Em geral pessoas idosas desenvolvem problemas crônicos que acabam influenciando seu desempenho ocupacional, diminuindo sua capacidade funcional e autonomia para atividades do dia a dia, necessitando, então, de auxílio para estas tarefas. 

O Terapeuta Ocupacional é um dos profissionais que compõe uma equipe de atendimento a idosos, pois ¨ compreende a Atividade Humana como um processo criativo, criador, lúdico, expressivo, evolutivo, produtivo e de automanutenção e o Homem, como um ser práxico interferindo no cotidiano do usuário comprometido em suas funções práxicas objetivando alcançar uma melhor qualidade de vida¨(COFFITO).

Este atendimento a população idosa pode se dar em vários níveis, desde a prevenção até os cuidados paliativos e suas ações podem ser oferecidas em diversos espaços como o próprio domicílio, hospitais, clinicas, instituições de longa permanência, consultórios e outros lugares onde este indivíduo estiver inserido.

A avaliação do Terapeuta Ocupacional com o idoso deve abranger vários fatores, olhando o indivíduo como um todo; os aspectos físicos, psíquicos, cognitivos e sociais se relacionam. Também se considera importante a presença de familiares e cuidadores/responsáveis por esse idoso para traçar um perfil de tratamento ideal para suas demandas e com componentes de sua história de vida.

Alguns dos objetivos da Terapia Ocupacional no cuidado com o idoso são:

*Melhorar ou manter a independência e autonomia pelo maior tempo possível

*otimizar suas habilidades residuais (motoras, perceptivas, cognitivas, psicossociais)

*otimizar o suporte familiar

*resgatar ou aprimorar vínculos sociais

*sugerir adaptações no ambiente   

As atividades são planejadas de acordo com os dados da avaliação, utilizando-se um raciocínio clínico, podendo ser aplicadas em diferentes níveis de complexidade. Por exemplo, pode-se usar exercícios e posicionamento para preparar o paciente para a atividade, treino de funções, adaptações, trabalho em grupo, atendimento individual focado em necessidades específicas, entre outras. O programa terapêutico é dinâmico, pode sofrer mudanças e adaptações de acordo com a demanda, pois o processo saúde e doença do idoso podem mudar facilmente.

É desafiador para os profissionais da área de Terapia Ocupacional trabalhar com a população idosa, pois exige um conhecimento de várias áreas de atuação, levando em conta que este indivíduo já passou por uma longa história de ocupações. Ao mesmo tempo é uma intervenção de grande importância, pois ressignifica as perdas funcionais advindas do processo de envelhecimento ou patológicas.

Resumo baseado em referência bibliográfica

*DE MELLO, Maria Aparecida F.  Terapia Ocupacional Gerontológica    In: CAVALCANTI, Alessandra; GALVÃO, Cláudia Terapia Ocupacional: fundamentação & prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

*www.coffito.gov.br