O corpo humano possui diversos mecanismos de defesa que nos impedem de cair quando, por exemplo, tropeçamos ou pisamos “em falso”. Esse mecanismos são desenvolvidos ainda na primeira infância com o aprimoramento do equilíbrio, força muscular e coordenação motora e tornam-se automáticos no decorrer da vida. Porém com a chegada da terceira idade, o risco desse mecanismo automático de defesa falhar durante um tropeço é aumentado, levando a queda dos idosos.

Uma simples queda pode acarretar diversos problemas e dificuldades na vida de uma pessoa idosa. Isso porque na terceira idade ocorre a perda de massa muscular e óssea, alterações visuais, diminuição da mobilidade articular e alterações no equilíbrio e marcha. Além disso outras situações como diminuição do nível de consciência (característica comum em doenças como Alzheimer e mal de parkinson) e uso de medicamentos contínuos também contribuem para o risco de queda.

Algumas mudanças benéficas podem ser feitas no dia a dia do idoso e também no seu lar, contribuindo para aumentar a segurança e mobilidade:

–  fazer alguma atividade física própria para a terceira idade como, por exemplo, caminhadas e alongamentos musculares, acompanhados por profissional habilitado. Isso melhora a qualidade de vida e mantém a integridade musculo-esquelética por mais tempo.

–   Usar calçados adequados. Dar preferência para sapatos fechados, com solado antiderrapante e sem saltos. Evitar andar de chinelos ou descalço.

– Algumas adaptações podem ser feitas em casa como, por exemplo, instalar barras de apoio nos banheiros, ao lado da cama e corredores; manter a casa bem iluminada, evitar o uso de tapetes e pisos escorregadios.

– Não usar roupa muito comprida ou larga que arraste no chão.

– Manter os objetos de uso do idoso ao alcance, evitando os armários mais altos ou muito baixos.