ALTERAÇÕES MOTORAS NA DOENÇA DE ALZHEIMER

Considerada o principal tipo de demência pertencente ao grupo das doenças neurodegenerativas, a Doença de Alzheimer apresenta uma relação direta com a idade, podendo ocorrer em até 40 a 50% da população após os 85 anos. Apresenta caráter progressivo e seus marcadores clínicos são o acúmulo da proteína beta-amiloide, formação dos emaranhados neurofibrilares e possíveis alterações metabólicas.

Pode ser classificada em leve, moderada e acentuada de acordo com a evolução da doença e seu quadro clínico. Afeta a cognição, a funcionalidade, o social e o psíquico do idoso. Além dessas alterações, o Alzheimer acarreta prejuízos motores que podem ser observados em todos os níveis da doença.

Nos estágios iniciais da doença observam-se alterações nas fases da marcha e controle postural que aumentam de intensidade se forem realizadas a uma tarefa secundária. Nessa fase, o idoso caminha com mais cautela e ocorre diminuição do comprimento do passo e da velocidade da marcha. O risco de quedas e fraturas aumentam nesse estágio.

O controle postural adequado é composto pelo conjunto de equilíbrio, propriocepção e noção espacial funcionando de maneira harmônica. Se algum ou todos esses componentes falham, observa-se seu déficit. Isso é visível quando os idosos oscilam seu centro de gravidade durante a realização de alguma atividade específica, perdendo o equilíbrio e força muscular.

Atividades dinâmicas, caminhadas, hidroginástica e fisioterapia preventiva individual ou em grupo podem ajudar na amenização desse quadro inicial e postergar a evolução natural da doença, ajudando o idoso a manter sua autonomia.

Nos estágios mais avançados da doença ocorre lesão degenerativa extensa nas áreas pré-motoras cerebrais e, são visíveis os seguintes sinais: discreto tremor de repouso, acinesia, rigidez articular e presença de reflexos primitivos. Nessa fase, a demência e o grau de comprometimento cognitivo são significativos e ocorre uma progressão em relação à perda de força muscular e à movimentação ativa dos membros, levando a incapacidade de deambulação.

Deve-se prevenir a chegada do idoso a esse estágio, pois uma vez que sua capacidade funcional e cognitiva ficam seriamente comprometidas, outras dificuldades surgem, como: problemas respiratórios, alterações de deglutição e úlceras de pressão. Dessa maneira, na fase avançada da doença, os objetivos de um tratamento fisioterapêutico são paliativos, tentando minimizar os seus efeitos negativos e dando conforto e qualidade de vida ao idoso;

 

DRA. ANA HELENA L.J.TOIGO

FISIOTERAPEUTA

ESPECIALISTA CONCEITO BOBATH

FORMAÇÃO BANDAGEM NEUROMUSCULAR

FORMAÇÃO AURICULOTERAPIA

PÓS GRADUANDA EM MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

CREFITO 8 87265-F